Farol de Capão da Canoa em foto de arquivo

Morador de Capão Novo morre sem transferência determinada pela Justiça

Farol de Capão da Canoa em foto de arquivo

Imagem ilustrativa de arquivo. Foto: Ezarate / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0.

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Título original: “FaroCapaodaCanoa-Brasil.jpg”. Alterações: Redimensionamento e conversão de formato; autoria e condições de uso preservadas.

Um morador do bairro Capão Novo, em Capão da Canoa, morreu na quarta-feira, 12 de agosto, dias depois de a Justiça determinar sua transferência para um hospital de alta complexidade sem que a ordem fosse cumprida a tempo. O homem, de 49 anos, pesava cerca de 380 quilos e estava internado desde 25 de julho no Hospital Santa Luzia, na cidade, após passar mal em casa e ser socorrido por uma equipe numerosa de bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

A ação judicial foi movida por um amigo advogado contra o plano de saúde do paciente, o IPE Saúde. A decisão, tomada em 5 de agosto, dava prazo de 48 horas para a transferência, que deveria ocorrer até 7 de agosto, mas não aconteceu. Segundo o advogado, a própria equipe médica já havia apontado a necessidade de um serviço mais especializado poucos dias após a internação, já que a unidade não dispunha de estrutura adequada para o porte do paciente, que precisou ser acomodado em uma cama montada sobre paletes.

Com o atraso, o quadro de saúde se agravou: feridas na pele evoluíram para uma infecção enquanto a determinação judicial seguia sem cumprimento. O advogado relatou ter buscado, por conta própria, vagas em hospitais de Porto Alegre credenciados ao plano, mas a maioria recusou o caso. A articulação para a transferência avançou depois que a situação ganhou repercussão em reportagem de TV, na segunda-feira, 10 de agosto.

Na terça-feira, 11 de agosto, uma vaga foi confirmada no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, mas o paciente já estava intubado e sem condições clínicas de suportar o deslocamento, o que impediu a remoção. Ele morreu no dia seguinte. Em nota, o IPE Saúde afirmou lamentar o óbito, negou ter havido recusa de cobertura e disse ter buscado ativamente um leito compatível, mas que hospitais contatados alegaram não ter capacidade técnica para o caso.

Com informações de Litoral na Rede.

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